As finanças descentralizadas são muitas vezes descritas como finanças sem intermediários. Uma descrição mais útil é a de finanças com intermediários diferentes: os contratos inteligentes, as pessoas que os podem atualizar, os oráculos que lhes fornecem preços e as interfaces que a maioria dos utilizadores efetivamente usa.

Um sistema em camadas

Um documento de trabalho do BIS de 2023 descreve as DeFi como uma pilha de camadas tecnológicas, desde o registo de liquidação até às aplicações de contratos inteligentes e às interfaces que as pessoas usam. Cada camada é um ponto onde algo pode falhar, e as falhas podem propagar-se por toda a pilha.

Os reguladores procuram a pessoa responsável

O relatório final da IOSCO sobre finanças descentralizadas, publicado em dezembro de 2023, incentiva os reguladores a analisar os produtos e serviços DeFi para identificar as pessoas responsáveis por trás deles, em vez de aceitarem «descentralizado» como resposta à questão de quem presta contas. O quadro de 2023 do Conselho de Estabilidade Financeira para as atividades com criptoativos aplica o princípio «mesma atividade, mesmo risco, mesma regulação».

A nossa opinião

  • Perguntar quem pode alterar o código, e com que rapidez. As chaves de atualização concentram poder.
  • Perguntar de onde vêm os preços. Um preço de oráculo errado pode liquidar posições que eram sólidas.
  • Perguntar que recurso existe. Na CeFi é a empresa e o seu regulador; nas DeFi pode não haver ninguém.

Nenhum dos modelos é seguro por defeito. Cada um desloca a confiança, e o trabalho consiste em descobrir para onde foi.

Experimentar no laboratório: Ativos digitais